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Curtindo a Vida Adoidado

Curtindo a Vida Adoidado

1986 1h 43min John Hughes 0
3
AVALIAÇÃO
Publicado em 05 de fev de 2024 às 18:00

Nossa Crítica

Resumidamente, para mim, esse é um clássico com humor bobo, mas bem eficaz até hoje. Claro que minha experiência foi mais interessante por não ter assistido sozinho, mas acredito que a criativa narrativa e o tom leve e cômico do filme ainda são capazes de demonstrar o seu valor que foi um tanto quanto radical para a sua época. Mesmo não sendo muito transgressor das regras cinematográficas do período, no que ele arrisca, ele acerta muito bem e faz isso sem muito esforço, mesmo perdendo alguns pontos com a idade.

Na história conhecemos o jovem Ferris Bueller que espertamente arquitetou um plano arriscado para curtir a vida por um dia inteiro da maneira mais maluca possível, fugindo das suas responsabilidades e envolvendo seus amigos nisso tudo. Mesmo com tudo planejado, as coisas sempre saem do seu controle e ele precisa ser sagaz para reestruturar suas ideias e conseguir sair das enrascadas que se mete. O que ele também consegue sem muitos problemas. Nisso, acompanhamos uma verdadeira vivência única de três amigos que, por mais que bobinha, consegue transmitir um certo simbolismo tocante no final das contas.

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O tom e a atmosfera que o roteiro dá ao filme faz com que as conveniências sejam muito bem explicadas pelo planejamento do protagonista e ajudam a causar ainda mais humor à história. Com tudo muito bem arquitetado na figura da mente genial do protagonista, o roteiro se sente mais livre para extrapolar muitas vezes o crível, mas sempre se utilizando disso para causar humor. A quebra da quarta parede, que é uma marca icônica desse filme também expõe um despojamento por parte da direção que se alia bastante ao tom que a obra tem.

Os personagens são, de certa maneira estereotipados, mas de um jeito caricato que ajuda a transmitir o necessário sobre eles sem precisar de tanto tempo de desenvolvimento. Até porque não estamos falando de um drama e o filme não require isso deles na narrativa criada. A obra está preocupada em envolvê-los em situações inusitadas, engraçadas ou arriscadas para gerar a escalada cômica necessária para entreter o espectador por toda sua duração e não vai precisar de muito mais do que algumas características de cada um para nos apresentar a eles. Além do mais, essa falta de conhecimento a respeito deles ainda ajuda a nos surpreender com certos plot twists de personalidade – se é que eu posso dizer assim – que surgem pelo caminho.

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As piadas e as situações cômicas em que os personagens se envolvem são capazes de entreter, mas por vezes se estendam demais algumas vezes. Talvez isso seja uma percepção atual de uma obra de mais de 30 anos atrás. O timing cômico muda muito rápido e atualmente está numa velocidade tão frenética que algumas sequências desse filme sofrem com essa pseudo lentidão.

No mais, o filme ainda é um bom clássico para ser visitado e que consegue trazer, no fim, uma mensagem singela, mas muito interessante para os jovens e os mais velhos, servindo até como um lembrete que fica marcado em várias cenas – em especial na sequência do desfile, no meu caso – para aproveitar a dádiva da vida. Uma diversãozinha interessante e uma visita à um clássico do cinema que pode ainda ser muito bem aproveitada, mesmo não surpreendendo mais ninguém.

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Nota
3

Gabriel Santana

Cena final

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