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Tiros em Columbine

Tiros em Columbine

2002 2h Michael Moore 0
3.5
AVALIAÇÃO
Publicado em 02 de fev de 2024 às 18:00

Nossa Crítica

Esse é um documentário com uma pegada mais dinâmica e engajante que a maioria ou, pelo menos, que a maioria que eu estava acostumado a ver. Em outras palavras, o documentário tem uma apresentação ágil por parte de seu realizador e diretor Michael Moore e uma abordagem temática muito mais ampla do que poderíamos imaginar pelo seu título ou sua proposta inicial. Assim, o filme consegue tocar em temas sensíveis com um tom contundente e mordaz.

“Tiros em Columbine” é um documentário sobre o atentado à uma escola dos EUA que gerou grande comoção, partindo para uma análise mais ampla da relação da população americana com as armas, abordando questões como a posse de armas, a segurança/insegurança gerada pelas armas e as possíveis causas para tanta violência armada no EUA.

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Mesmo com uma linha argumentativa enviesada, o filme traz uma discussão muito interessante à tona e consegue criar uma narrativa cativante com diferentes pontos focais ao longo da jornada supostamente investigativa. “Supostamente” porque as respostas que são buscadas já são do conhecimento do realizador que usa mais essa “procura” pelas soluções como uma forma de provar o seu ponto de vista.

De maneira geral, o diretor utiliza uma linguagem cinematográfica semelhante à que ele próprio está criticando. Na minha visão, isso não necessariamente é um problema, mas pode revelar uma inconsistência com a “ideologia” do autor. A montagem é ágil e muitas vezes se utiliza de uma agilidade comumente utilizada em videoclipes sem qualquer aviso prévio durante o filme. Realmente o tom e a agilidade do longa são as características mais perspicazes da direção, a meu ver.

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No mais, esse é um documentário que entretêm e consegue nos carregar por toda a jornada de fatos, curiosidades e ações que o seu realizador propõe sem muita dificuldade. Não é daqueles que dá sono. Pelo menos não no meu caso. Pelo contrário, com uma montagem frenética, sempre há algo novo na tela, raccords que conectam cenas e “call backs” que retomam nossa atenção em momentos cruciais por toda a duração. Essa foi realmente uma boa experiência cinematográfica e uma narrativa documental de se apreciar.

Nota
3.5

Gabriel Santana

Cena final

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