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Túmulo dos Vagalumes

Túmulo dos Vagalumes

1988 1h 28min Isao Takahata 0
4
AVALIAÇÃO
Publicado em 12 de jan de 2023 às 19:00

Nossa Crítica

Essa clássica animação japonesa do Studio Ghibli consegue ser tocante em toda a sua duração, nos mínimos detalhes. Tudo colabora pra esse ser um filme atemporal e daqueles que te deixa pensando e raciocinando sobre a crueldade do ser humano, ao mesmo tempo em que também demonstra o seu lado mais puro e encantador.

O Túmulo dos Vagalumes é uma animação tão pesada que pode-se dizer que é mais direcionada aos adultos do que aos pequenos. A sua trama se passa durante a invasão americana no Japão, na segunda guerra mundial. Em solo japonês, uma família tenta sobreviver aos ataques e se manter unida. Porém, logo no início, Seita e sua irmãzinha Setsuko perdem sua mãe em um bombardeio e precisam encontrar uma forma de sobreviver. Além da atmosfera assombrosa da guerra, as pessoas que estão ao redor demonstram ter perdido a humanidade e a empatia, por causa do estresse causado por aquela realidade infernal. Os irmãos buscam de todo jeito de salvar e se manterem alegres, mesmo num momento tão desastroso. A animação é sublime e tem uma grandeza de detalhes que ajudam a se maravilhar e ao mesmo tempo ser tocado pela história. O longa nos traz reflexões sobre a crueldade humana e também critica as escolhas de permanecer numa guerra que causa destruição e desgraça para o povo. A real mensagem do filme é o amor entre irmão e irmã que nunca parece diminuir, mesmo numa realidade tão dura. Seita e Setsuko se veem em determinado momento sozinhos para tentar sobreviver e precisam crescer e amadurecer de maneira forçada para lidar com situações das suas vidas. A amizade entre os irmãos é o único laço que mantem de pé os dois e conecta um ao outro na esperança de sobrevivência. A alegria como os dois acham momentos para esqueces dos problemas e se divertir são pausas numa vida que os sufoca com problemas que nem adultos deveriam experienciar. A vivencia conturbada é algumas vezes interrompida pela singeleza da visão da pequena Setsuko, que consegue ver beleza em pequenas coisas, como os vagalumes que aparecem na noite escura. A doçura e ingenuidade do olhar da pequena contrastam fortemente com a realidade em que eles vivem e faz-nos pensar em quantas pessoas tiveram que passar por isso na realidade e como os laços familiares são importantes para nos manter de pé mesmo em momentos difíceis.

É difícil não se emocionar com esse filme. Eu me senti tocado fortemente em várias cenas, principalmente na sequência final e em flashbacks que surgem durante a narrativa. Além de tudo isso, a discussão abordada pelo filme ainda é atual mesmo depois de muitos anos e faz essa obra se tornar necessária ainda hoje para que se possa enxergar a beleza nos detalhes e sonhar com um mundo de paz no futuro.
Nota
4

Gabriel Santana

Cena final

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