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Pinóquio por Guillermo Del Toro

Pinóquio por Guillermo Del Toro

3.5
AVALIAÇÃO
Publicado em 20 de dez de 2022 às 18:00

Nossa Crítica

Guillermo del Toro assina essa releitura da Netflix da famosa obra do boneco de madeira que ganha vida. Pinóquio tem inúmeras adaptações e agora ganhamos mais uma. Guilhermo Del Toro ficou conhecido pelo seu, vencedor de 3 Oscars, “O Labirinto do Fauno” e também apareceu recentemente no Oscar com “O Beco do Pesadelo”, indicado na categoria melhor filme em 2022. Já nesse filme aqui, eu encontrei alguns toques marcantes do diretor e até achei mais interessante, na minha visão, do que seu último filme citado acima. E lá vamos nós com Pinóquio outra vez.

Algo de diferente já nos aparece nesse filme logo na sua técnica de animação, o “stop-motion”. Eu, particularmente, não tenho nada contra e achei bem bonito os detalhes da animação utilizada aqui. Deu um toque de história clássica e esse estilo tem seu charme. A velha história é a mesma e eu não vou me prender a ela, pois todo mundo conhece a trama do boneco de madeira narigudo que ganha vida e desobedece a seu pai indo para um circo ao invés de ir pra escola, levando-o para uma aventura de descobertas enquanto seu pai sai a sua procura e acaba engolido por uma baleia, de onde é salvo por Pinóquio. Essa história é um clássico há muito tempo e aqui ela foi muito bem utilizada. Todos os elementos que eu citei aparecem na trama, mas há um belo diferencial aqui (ou muitos). A trama foi carregada, por Guillermo del Toro e pelos roteiristas, para um universo mais realístico, se é que podemos chamar assim. O ponto é que o filme trata de temas da realidade e não simplesmente de um universo fantástico irreal. A trama se passa na Itália do século XX e as guerras mundiais, o fascismo, o fanatismo e a destruição são pontos centrais que guiam a trama, dando um ar diferente a essa história. Desde o começo temos um filme bastante interessado em fazer algumas críticas sociais e ele consegue deixar isso bem claro no decorrer da trama. Há até um momento de sátira ao líder fascista Mussolini. A mensagem do filme é clássica, mas de um jeito cativante. A capacidade de lidar com a perda e o desejo de provar-se ser alguém que não se é tocam nossa empatia e nos transportam para a história. Logo no começo temos uma sequencia de apresentação que me lembrou de filmes da Pixar por ser muito emocionalmente afetante. Assim, tocando em pontos da realidade para dar uma sacudida na história clássica e expondo as mensagens de sempre, temos uma bela animação bem conduzida e certeira.

Pra finalizar, tenho que destacar o que me fez lembrar muito do estilo Guillermo del Toro nesse filme. Os designs dos personagens fantásticos que vez ou outra surgem por aqui são realmente incríveis. Diria que talvez sejam um pouco assustadores. Essa capacidade de Guillermo é evidente em “Labirinto do Fauno”, mas não esperava por isso aqui. É um desenho de criaturas muito bom. Não tenho certeza se foi ele o único responsável (provavelmente não), mas é um ponto a ser ressaltado. Até mesmo o Pinóquio é apresentado na sua primeira aparição ‘com vida’ de maneira marcante nesse sentido.
Pinóquio de Guillermo del Toro foi uma boa investida da Netflix que mereceu, pra mim, a investida do meu tempo, pois se mostrou uma competente e pertinente releitura.
Nota
3.5

Gabriel Santana

Cena final

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