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Amor, Sublime Amor

Amor, Sublime Amor

2021 2h 36min Steven Spielberg 0
3.5
AVALIAÇÃO
Publicado em 09 de dez de 2022 às 18:00

Nossa Crítica

Steven Spielberg, nesse indicado ao Oscar de Melhor Filme, consegue emocionar com um musical espetacularmente coreografado e dirigido. Eu não sou muito afeiçoado a musicais, porém, como este era um indicado a melhor filme, me propus a ver e realmente foi uma boa experiência. A parte musical é impecável, mesmo para mim que não sou fã, e a parte da narrativa é bastante pertinente e marcante.

A narrativa parece ser de uma simples e clássica história de amor proibido entre um casal de lados opostos. A disputa nesse caso é de imigrantes porto-riquenhos e americanos numa Nova Iorque do século passado. Essa premissa não era nada de espetacular a princípio, mas a forma como nos é apresentada, através de coreografias nas ruas de um bairro em ruínas, parece fazer com que nosso interesse vá aumentando ao passo que a história vai se aproximando do clímax. Os personagens protagonistas têm seu espaço adequado nas apresentações musicais e nos mostram suas mínimas aspirações e seus passados conturbados. A narrativa deixa claro como a disputa entre a gang dos “Sharks” e dos “Jets” é algo irracional, uma vez que ambos são praticamente iguais. Os dois lados lutam pelo controle de uma região que está sendo destruída e no meio dessa guerra surge o romance que carrega essa trama. Toda a história segue de forma dinâmica. Não é pra menos, obviamente, já que as coreografias empolgam e predem nossa atenção, por mais que, como eu já disse, não é muito minha praia. Finalmente, chegando no clímax, a resolução atribulada da disputa violenta entre as gangs acaba de forma surpreendente, mas ao mesmo tempo de modo que já era de se esperar. O gosto que fica no final é de surpresa e perplexidade, envolvido por uma aura de indignação. Essa indignação não vem da conclusão que o filme chega, mas sim da tão clara falta de algum culpado ou vilão para essa narrativa sendo que todos estão exatamente no mesmo patamar de afeição, a meu ver.

Com esse sentimento, essa obra se torna digna de concorrer ao mais alto prêmio da academia do Oscar, tanto pelas suas espetaculares realizações técnicas quanto pela sua belíssima adaptação da obra anterior que inspira essa fabulosa releitura.
Nota
3.5

Gabriel Santana

Cena final

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